Desfile de 25 de Abril de 2017

 

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE DEFICIENTES

COMUNICADO

O Conselho Nacional da Associação Portuguesa de Deficientes manifesta o seu mais veemente repúdio pela violência das medidas de austeridade do Orçamento de Estado 2014, que conduzem ao empobrecimento continuado da esmagadora maioria dos portugueses.

As consequências da aplicação das medidas do OE 2014 configuram a violação de um vasto conjunto de direitos consagrados na Constituição da República Portuguesa e, no caso das pessoas com deficiência, na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Os cortes e despedimentos anunciados significam aumentar desmesuradamente o vasto número dos que já hoje não têm acesso a uma vida com o mínimo de dignidade.

Neste conjunto de medidas assustadoras e iníquas que integram o OE 2014 as pessoas com deficiência não são poupadas. Nem nos despedimentos, nem nos cortes de salários e de pensões.

O pedido de esforço feito pelos governantes aos cidadãos portugueses é quase generalizado. Aplica-se aos muito pobres, aos pobres, aos remediados e aos assim-assim. Há excepções. Os que transacionam em offshores, os que recebendo o nosso dinheiro o depositam em bancos no estrangeiro evitando pagar impostos, as grandes empresas, a banca.  

O caminho traçado pelo governo português, a coberto da Troika, para a consolidação da dívida pública é a via para a miséria de muitos portugueses e da perda da soberania do nosso País. Este não é certamente o caminho que a maioria dos portugueses quer. 

O Conselho Nacional da APD manifesta o seu apoio às medidas que a Direcção Nacional entenda adoptar para travar a aprovação desta proposta de Orçamento de Estado.

Lisboa, 19 de Outubro de 2013

 

 

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