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Comunicado Dezembro 2016

Comunicado

  Balanço 2016-12-28

 

Novas Esperanças – Velhas Práticas

 

Sendo certo que  os anos 2011/2015 foram retrocesso inédito na inclusão, durante o regime democrático, 2016 apresentava-se, face à conjuntura, como promissor.

Houve mudança, mas as esperanças surgidas ficaram longe; instrumentos capazes de alterar o panorama relativo às condições de existência das pessoas com deficiência – e suas organizações representativas – funcionaram de modo pouco perceptível; apesar de diferenças em alguns temas, o essencial conservou as mesmas limitações: não foi adaptada à Convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência a legislação promotora da inclusão; não foi reconstituído mecanismo conducente ao diálogo/participação; não foi alterada legislação respeitante à atribuição de recursos; não foram tomadas medidas capazes de fazer crescer o emprego, nem melhorar a formação profissional deste grupo; a educação inclusiva pairou na indefinição; a segurança social vegeta, incapaz de responder à incontornável crise social, pois, no terreno, nada aconteceu; na saúde, detectando-se tímidas mudanças, é lamentável que organizações pertençamente vocacionadas à protecção social, evocando a «caridadezinha, sejam aliados das negociatas na saúde, propondo aos incautos medidas privatizadoras, sedentos dos  proventos mercantis; das medidas necessárias, muitas não implicavam alterações orçamentais, outras determinariam reorientação/racionalização dos recursos consignados.
 

A DDE/APD constata, amargurada, o declínio da solidariedade, na região Alentejo, apesar da evidência do agravamento irreversível da crise social; não bastam «palavras», sobejam discursos retóricos, precisa-se: compromisso; conhecimento; experiência; reivindicação; diálogo; acção, baseada nos direitos humanos…

A DDE/APD – voz da diferença – isolada, por fidelidade aos direitos humanos, não abandonará os seus princípios; não desiludirá os seus representados, nem as pessoas com deficiência, pois não cede à demagogia, mas reclama reais políticas inclusivas.

A DDE/APD detecta sinais perturbadores de indiferença do Poder Local, salvo honrosas excepções, outrora amigo/aliado das organizações, perenes fortalezas da inclusão.

A DDE/APD, baseada na conjuntura, fundada na experiência, reafirma: a inclusão conquista-se! Na reivindicação, na reclamação, no protesto, na luta! Nada nos será concedido, sem força, sem luta!

A DDE/APD assiste, perplexa, à debilitação das organizações «das» pessoas com deficiência: por ilusões consumistas; por conformismo complacente; por criticismos estéreis; por desconhecimento do princípio universal: {A inclusão é indissociável de organizações representativas «das»pessoas com deficiência}.

Apesar de justa crítica, - lamento de certa confiança/esperança perdidas – a DDE/APD  é parceiro leal, sempre disponível ao diálogo/colaboração com o Poder Local Democrático.

A DDE/APD  faz votos: venturoso, pacífico, combativo, solidário, inclusivo ano 2017! votos extensivos:  aos governantes; aos órgãos desconcentrados; aos grupos parlamentares; aos eleitos nas autarquias locais; aos generosos contribuintes; aos dirigentes das organizações; a todas as pessoas com deficiência!..

A DDE/APD será, 2017 agente comprometido na condução da sociedade inclusiva!

 

Não nos faltam projectos,

não nos faltem as ajudas imprescindíveis!...

 

DDE/APD – O porta voz



 

 

Revista Plural & Singular